Artesanato

 

Artes-Tradições- Artesãos

Artesanato

Na tradição artesanal destacou-se a confecção caseira em linho, perdida para a indústria do algodão. O pisão de Fráguas melhorava o acabamento do burel tecido em casa. Fazem-se ainda trabalhos de azulejaria, cerâmica, restauro e ferro forjado (V. N. de Paiva), cestaria e tamancaria (Pendilhe, Alhais, V. N. de Paiva e Queiriga), mantas de lã (V. N. de Paiva e Pendilhe), vestuário de burel e meias (Pendilhe), miniaturas em madeira de alfaias agrícolas (Vila Cova-à-Coelheira e V. N. de Paiva), cantaria (Alhais e V. N. de Paiva), trabalhos figurativos em granito (Fráguas).


Etnografia

 

Cultura agrária

Etnografia'Na serra tudo tem uma medida cósmica que não assusta o serrano, pois com ela se habituou a conviver. Era assim então, como já fora no tempo dos antepassados de há milhares de anos. No amanho da terra, no domínio da arte venatória, na forma como rega a belga, na aceitação da vivência comunitária, até no vestuário, os costumes do serrano mantinham-se quase inalteráveis.' (H. Almeida, 2003)

'Na madrugada há carros de bois, arados pousados sobre jugos, homens de sachola ao ombro, mulheres de capucha com uma corda para o mato, maçadoiros com linho, pastores ganhando o monte com o rebanho.' (Beira Alta. XLIV, 1985).

Os socos calcam as lamas tapando as luras que a toupeira abriu, e a tamanca há-de tocar na calçada.
'Os homens que conduzem as vacas aos pastos ou ao trabalho dos campos não o fariam de uma forma mais delicada se conduzissem pessoas pela mão.' (I. N. Pignatelli, 1998)

A ceifa, dita segada, começou ordinariamente entre o S. João e o S. Pedro, estendendo-se até ao meado de Julho. A debulha aqui se chama malhada, e demora até Agosto. 'Há malhadas de ajuste e malhadas por conta do lavrador. Estas, as mais comuns, são feitas quase sem salário. Vai-se à malhada do vizinho para que ele venha à nossa. (M. F. Gama, 1940) Assentam-se os dias como quem conta a vez no forno, no moinho e no eirado. Onde a natureza bravia quer dura a economia da sobrevivência ripostam as solidariedades vicinais por expedientes de peculiar comunitarismo.

Festas,Feiras e Romarias

 Festas

FestasO culto porfiado aproxima os altopaivenses na celebração das festividades do calendário litúrgico, aquelas em honra dos padroeiros, valorizadas com a actuação das bandas de música e ranchos folclóricos, e as romarias do Calvário (Vila Cova-à-Coelheira) e da Boa Sorte (Touro). Continua-se extramuros por esses caminhos de Deus em ‘ruidosas romarias, de grinaldas, arcos, fogo e músicas de que eram muito concorridas as da Lapa e dos Remédios. Esta foi sempre de maior atracção, grandioso festival – muito, variado e lindo fogo de artifício, iluminações profusas e deslumbrantes, ornamentação requintada, uma filarmónica em cada canto, uma procissão de triunfo que não havia segunda.’ (M. F. Gama, 1940)
O Carnaval é a festa de todas as ludicidades, das expressões miméticas às agonísticas. É Romariasnas freguesias de Touro e Pendilhe que a tradição tem escola, podendo-se assistir a useiros desfiles e aos entrudos do Rico-Irmão e do Canto do Galo.
Ver Paiva é a principal festividade de Vila Nova de Paiva e um esteio da actividade cultural organizada pelo Município. Decorre durante uma semana na primeira quinzena de Agosto, centrada no Largo do Ramalhal, o mesmo da Feira de Barrelas. Embora de tradição recente, impôs-se através de uma programação eclética, ao encontro de um público alargado, que vem sendo amplamente participado por visitantes de outros concelhos, e pelo regresso sazonal de emigrados. As actividades principais incluem o cinema e teatro ao ar livre, a canção e o folclore, a animação de rua e desporto, exposições diversas e oficinas de expressão plástica.

Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro

 

Biblioteca Municipal Aquilino RibeiroA BMAR de V. N. de Paiva foi aberta em Janeiro de 1988, no centro da vila, e inaugurada no ano seguinte por David Mourão Ferreira. É a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) que está na origem do serviço público de leitura. Desde meados da década de ‘60 chegava às freguesias a Biblioteca Itinerante da FCG, partindo do concelho limítrofe de Moimenta da Beira.
Nos anos de 1999 e 2000 o Município concorreu ao Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. O estudo prévio viria a ser seleccionado em terceira oportunidade, em Fevereiro de 2002. O local indicado para a implantação do equipamento, com área superior a 2 000 m 2, coincide nas instalações de uma antiga escola do Ensino Primário, precisamente a última morada da BMAR. Ali se iniciaram actividades de Serviço Educativo e um programa de exposições temporárias, a Biblioteca Itinerante e a Iniciativa Bibliocaixas, projectos de literacia digital e Leitura Especial. Esse núcleo de actividades prossegue agora no Auditório Municipal Carlos Paredes, onde se situa um Centro de Documentação que transitoriamente assegura os serviços mínimos de Leitura Pública, através do acesso às colecções da BMAR .

Auditório Municipal Carlos Paredes


Auditório Municipal Carlos ParedesTeatro, cinema, música, danças e cantares fazem parte da programação regular de Vila Nova de Paiva, no edifício Auditório Municipal Carlos Paredes.
Em cinema satisfazem-se apelos diversos: filmes de estreia, clássicos da filmoteca portuguesa e animação. No Teatro valorizamos repertórios de tradição regional e a ligação estreita à comunidade educativa.
A oferta abrange ainda um ciclo de exposições que acentua a diversidade de linguagens estéticas, sempre a promoção de valores regionais, e agora com propostas extensivas dos espectáculos ou motivos em cartaz. Permanecem duas exposições: o novelo literário de Aquilino Ribeiro sobre as Terras do Demo e uma sinopse de larga sincronia reportada ao Município.

 

Espaço Internet

 

Numa medida apoiada pelo Programa Operacional Sociedade da Informação, consciente da importância de estimular o uso das novas tecnologias para o desenvolvimento pessoal e social, desde 2002 a Câmara Municipal proporciona o acesso gratuito à Internet, em instalações apropriadas. O Espaço Internet tem por missão facilitar o acesso de todos os cidadãos, instituições e associações às redes do conhecimento e aumentar a comunicação telemática entre Autarquias e a Administração Pública através dos munícipes. Acumula ainda uma missão formativa e certificadora em Competências Básicas da Informação e da Comunicação. Oferece sete postos de acesso, um deles adaptado para pessoas com deficiência.

O Espaço Internet funciona ao lado do Parque Escolar, de Segunda a Sexta-feira até às 22h00, 18h00 aos Sábados e 20h00 aos Domingos.
 

Património Religioso

Património Religioso

A religião é ‘o maior brazão da Serra’ no dizer de M. Fonseca da Gama (M. F. Gama, 1940). ‘Estes homens todos acreditam vagamente que a vida vai para além da morte. Mas a sua religião tem foros de panteísmo, preenche de espíritos as encruzilhadas e fojos, levanta alminhas, vai em procissão aos cruzeiros, reza junto de penedos’. (Beira Alta. XLIV, 3, 1985)

Ermidas, capelas e igrejas, obradas nos Tempos Modernos ou Contemporâneos, encerram sumptuoso labor artístico. Raiam de esplendor e minúcia de filigrana a talha joanina da Igreja Matriz de Vila Nova de Paiva, ‘carregada de figuras de anjo que sobem e descem nas colunas da arquitectura central definidora do camarim amplo e profundo com sobre--céu hemisférico repetido em gomos que abriga o místico Cordeiro deitado sobre o livro dos sete selos, aquém de uma estrela de braços de luz.’ (A. Correia, 2003). Ao correr do tecto da capela-mor o mérito entalhador emparelha com o génio pictórico dos 49 caixotões que ilustram a árvore genealógica de Jesus segundo o Evangelho de S. Mateus.

Ainda ali está patente uma mostra de arte sacra, como aliás em Queiriga, com alfaias litúrgicas que remontam à pré-nacionalidade. Cruzes arcaicas ou processionais da Alta Idade Média ou góticas e renascentistas, como igualmente se guardam em Vila Cova-à-Coelheira, Fráguas e Alhais. A desta última paróquia ia realçar ‘as maiores e mais solenes procissões de Lamego e Viseu.’ (M. F. Gama, 1940)

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